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O que é isto?
 
 
meianoite&eu



nameless

São mais que dois

São, pois, mais que um par

De dezenas de muitos

De vários apuros

Por que passam meu coração

E de tantos que são

Se atropelam, se esbarram

E a fúria de seus movimentos

A força de seus lamentos

Tamanhas são

Que simplesmente me abatem

E caio no chão

Diante deles todos

De todos os meus sentimentos

Meu olhar enevoada os vê

Entrelaçados, emaranhados

Unidos, decididos

Gritando todos juntos

Um único pedido:

VOCÊ



Escrito por regomes às 11h44
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não adianta!

Tem horas que a gente faz coisas por paixão, acreditando que é mesmo paixão. E repetimos e repetimos pra nós mesmo... é paixão! Quando vemos, não era nada disso. Pior... não se trata de algo do passado.. é algo que ainda existe... e sobrevive... permanece... não era paixão, É o amor.

Não adianta
Quanto mais você aperta
Nada estanca
ainda é tudo igual
Penso em você à noite
Ao acordar, ao me banhar
tudo igual
E você estando longe
Mesmo que tão distante
Nada muda
o amor é constante
E é por você que sinto
Há mais tempo contínuo
O mesmo amor infinito
Desde o primeiro instante
É constante
Tantos outros já passaram
Os anos que se vão
E quais deles ficaram?
Nenhum, todos vãos.
Restou você aqui comigo
Tão amado amigo
que não aceita o meu querer
Morador do meu peito
Companheiro perfeito
Na luz e na escuridão
E no silêncio das noites frias
Sem corpo presente
É apenas o meu coração
A derrubar lágrimas sem fim
Que caem durante o dia
No inverno, outono e verão
É tanto tempo
E tão pouco tempo
Algumas horas, talvez dia nenhum
Que estive ao seu lado
Conto de romance comum
jogadas do destino, desencontros
A hora errada, o dia errado
e pronto!
Acabou o que nem começou
E não há nada que cesse,
Que diminua
que estanque a minha dor
Não adianta! É ela que sou.




Escrito por regomes às 23h14
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lindo!!!

Balança meus cabelos Refresca meu cheiro  Bala roubada no beijo Bálsamo sobre meus medos

Beleza que bane minha tristeza  É vocêQue fala a língua dos meus ouvidos

Que faz minar amor   Dos meus dias amargurados  Do pior dia  você mesmo  Extrai alegria

Bálsamo da minha vida  Desamarra as cordas do meu peito  E faz brotar notas doces

Num tom assim  Como o da tua voz  Dizendo pra mim.. tranqüilo

Bálsamo lindo   Enfeita meu dia com o teu riso   Balança toda minha vida

Com um cheiro de não me deixa...

Que não me deixa  E fica.



Escrito por regomes às 22h28
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música02

Ai gente... escrevi outra música... gostaria que tivesse áudio para vcs verem que fofa que ficou a melodia.

Vá estrada riba pro Norte
E leve forte
Grito-pedido de cura
Do meu sofrer

Cá comigo tem fundo corte
É quase morte
A dor de lembrar
Do meu bem querer

Vá estrada
Encurta a distância
Sem curva
D'aqui até lá

Pois aqui meu peito
Sem culpa
Tanto labuta
Sem nada a ganhar

Véu de nuvem branca
Esperta
Te peço concreta
Esse meu sonhar

Pois aqui não tem
Hora certa
É porta aberta
Pr'ele chegar

:-)



Escrito por regomes às 08h34
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Mim e ti

Basta!

Arrasta o teu manto daqui,

Te desvias das matas

Escuras e nefastas.

E arrebata meu sinal...

Farta!

Afasta teu punhal

De minha’alma casta.

Eu, novata, branca nata

Encantada com o fel

De dourada cor,

Cor do céu. Intacta.

Força tua, oh forte cor!

Apelo de amor ao pecado,

Tateio o teu manto

Toco o ferro pesado

De tão carga flor.

Infernal, celestial...

Ante os poderes de ti,

Morro a ti, por teu punhal.

Tão do bem, quanto do mal.

Em mim e ti, até o fim



Escrito por regomes às 23h38
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deixarolar

Eu fiz este poema ao meu grande amor-amado, meu homônimo querido! Ele tem muito medo da vida.. das coisas que a vida pode fazer com a gente, das ciladas, dos penhascos. Ele tem medo de altura. Pula de cabeça num lago profundo... escuro... sombrio... mas é incapaz de de subir ao cume de uma montanha e sentir a brisa calmante das tardes primavera. O medo das coisas erradas. Deixa rolar, querido... deixa rolar...

Deixa rolar
Acontecer
Ver no que vai dar
Se apegue a você
Segure firme a tua mão
Ouça teus sussurros
Olha pros teus olhos
Sente teu coração
Pise a frente com teus passos
Aplique em você
O calor do teu abraço
Veja escorrer o suor do teu rosto
Que brilha em você
Assim mesmo como você!
Mira o teu peito
No fundo do espelho
Enxergue um alvo doce
Caramelo quente
Que teus dentes querem morder
Tire um pedaço
Saboreie sem medo, sem dor
Sinta o gosto do amor
Deixe-o rolar peito a dentro
De volta ao seu lugar
Deixa rolar, a vida passar
Desenrolar
Confia nas preces da tua alma
Junte tuas mãos às dela
Crê que a vida é bela
E fique nela



Escrito por regomes às 21h49
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abaixooamor

Eu detesto o amor!

É tão ridículo amar

Tão patético

Tão sem importância pra nada

Falo desse amor imbecil

Essa coisa sem razão

Que sentimos pelos meninos

E os meninos pelas meninas

Esse sentimento inútil

Sem lógica

Sem graça

Sem coerência, zero!

Nada! Conjunto vazio!

Tamanha futilidade desse sentimento

Tão nada,

Que fico indignada

Em ver por aí tantos

A sofrer dessa enfermidade

Ridículo!

É pobre demais desperdiçarmos

Passos, lágrimas, salivas

Nada a ver

Nada a ganhar

É um jogo de perder

Sono, liberdade,

O próprio amor se perde

Num vício de posse e conquista

E idas e vindas

E dá-lhe sofrimento!

Angústia e ansiedade e fome de nada

Vontade de encher o não sei quê

E vindas e idas

E volta a sofrer

E sofrer e sofrer e sofrer

Longe demais, saudade

Perto demais, invade

E tudo isso pra que?

Inútil, vazio, nada

na verdade

Sem propósito

Sem graça

Sem vida

É sem amar

Escrito por regomes às 03h47
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numsei

"e veve o martelo horrendo, toda noite e o dia intero, no meu coraçao batendo. batendo como o ferrero, maiando no ferro quente. e assim todo deferente, do resto da humanidade, como um pobre vagabundo, vou arrastando no mundo, o meu fardo da sodade." Patativa do Assaré

tanto dói a dor do näo saber
da incerteza da noite
se estrelada
tanto é sentida a mágoa
do esperar
da incerteza do amanhä
se ensolarado
tanto me faço caminhar
na total incerteza
se curva
se adiante
se atalho
tanto me angustia a dúvida
estar incerta de ir
se há volta
se vem
tanto me faço caminhar
tanto...
me cansa
e tanto faz



Escrito por regomes às 01h40
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brindemos

Um brinde aos amores que não dão certo!! Pois sem eles, haveria uma lacuna inestimável em nossa poesia...

Mora em mim
Sentimento espaçoso e folgado
Que vai tomando lugar
Cada vez maior
Mora em mim
Sentimento forte e hipnotizante
Que vai me levando
Me leva a obedecer sem discutir
Mora em mim
Sentimento que não conheço
Que não aceito
Mas por ser mais que eu
Ele dá as cartas
E eu sou gata e sapata
Sou cama, sou roupa lavada
Sou sua morada
Como a casa calada
Que não escolhe seu dono
Inanimada
Mora em mim
Sentimento que nasceu
De olhares que olharam por olhar
De toques sem querer
De frases sem porquê
Estão aqui sem razão
Dei abrigo a um estranho
Que se converteu em parte de mim
Por mais que eu nunca tenha aceito
E por mais que eu, a cada dia,
Entendo menos
Ele acaba sendo
Meus próprios sentimentos.



Escrito por regomes às 08h48
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cancãon.º1

Esta é a primeira música que escrevo. Foi uma experiência magnífica a de escrever e, de repente, ver as palavras pedindo melodia. Vou pedir a alguém para musicar estes versos, para eu poder cantar aos amigos e, especialmente, ao meu muso-inspirador do momento.

.feliz.aniversario.

Lindo, querido, tudo de lindo e vivo é você

Que fala coisas que vem e as que não vem também

E que ficam, voltam e vão além

E repete, e mexe e inverte o sentido de tudo

Troca o fim pelo começo,

Vira do avesso

E vai falando, tudo aquilo que vem sem parar

E grita, e critica, e explica as coisas pra mim

Como se sentisse o gosto e a dor e o peso

De cada palavra, que vai dizendo

E eu vou ouvindo, cada som, cada nota.

E você fala, e cala, e fala de novo

E lhe falta o ar, e sobra o ar

E o movimento de suas mãos aflitas

Fazem vento

Que sopra e inspira seu rosto a mexer

A movimentar sua boca linda

E seus olhos lindos, sua luz que irradia

E brilha

E ilumina meu coração

Que derrete, e amolece, e parece bater

Novamente de amor,

De calor que entontece

De frio na espinha que sobe e desce

De pernas que tremem e desobedecem

E o riso, tranqüilo, despido de preocupação

Se abre, e invade, e arde de alegria e de paixão

E de todas as outras coisas da paixão

 



Escrito por regomes às 08h17
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to-george

É engraçado estar aqui
Esperando você passar
Como se eu pudesse adivinhar
A rota que você vai seguir

Tanto faz cá ou lá
São tantos caminhos a escolher
E eu na esperança de ver você
E nem sei onde você está

Sinto a cada passa chegando
Barulhos de diferentes sapatos
E nenhum deles você está usando

E quanto mais meus olhos estão fixados
Mais eu sinto um pesar pulsando
Temendo que você tenha ido pelo outro lado

to-renata
 
É entrelaçado ver daqui
Creio coisa boa pode dar
Essa vida...o vinho pode deturpar
Receio...e penso logo não sevir
 
Compenetrar, traçar, trilhar
Não sei se é certo o caminho...pode ser
E numa temperança sentir você
O que me sonda conquistar
 
A pegada é um fato e eu negando
Melancolia na minha mente...ultrapassado
E num capricho vida à morte vai chegando
 
Nem sei se vejo bem o estardalhaço
Não posso me sentir usando
Fazer deixar, não mentir...te sinto lado a lado
(George)


Escrito por regomes às 11h55
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dinovo

"Oh meu grande bem, pudesse eu ver a estrada... pudesse eu ter a rota certa que levasse até dentro de ti"

Novamente eu evito
Mais uma vez, o salto
Do alto
De cima do cume
Ponto mais alto
Hesito
É tão claro e evidente
Que não consigo
E de lá do alto
Vou me jogar
Sem rede de proteção
E sentido o corpo cair
Ventando no rosto
E no todo mais do corpo
Até esborrachar no chão
Outra vez
Sem público a aplaudir
Ou multidão a se rebulir
É o corpo descendo
Rápido como o vento
Que sopra na beira do mar
O corpo cai e se enterra
E eu estou no subsolo
Aqui, no quentinho do teu colo
A me enganar de novo
E de novo, e de novo
Novamente você
Com seus olhos ardilosos
Tão carinhosos
Me fazem querer saltar
Sem saber em que vai dar

 



Escrito por regomes às 06h51
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diaruim

Vou tirar as fotos de minhas férias do mural

 Quero ir vender pipoca em Rio de Contas
Comer o que der na horta
Quero escrever poesia o dia inteiro
Ir pro morro tocar bezerro
Quero terminar meu romance
Ir lá onde o sol se esconde
Rolar na grama molhada
Sentir a brisa da madrugada
Quero cochilar na rede
Viver além dessa paredes
Quero sair deste lugar
Pegar um ônibus, viajar
Vou plantar um milharal
Bem do lado do curral
E quando a espiga tiver pronta
Vender pipocas em Rio de Contas!



Escrito por regomes às 10h27
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meianoite tudo a ver com lua-cheia

A lua hoje no céu, meu amor
Ordena que venha
Que eu espere
Aberta a lhe receber
Tudo ela preparou
Para esta noite
Quente... de primavera
Onde ela brilha sozinha
Ilumina o cenário
Do amor que ela espera
E eu espero
Quieta em meu canto
Sentada, deitada, esperando
Como se ela aquecesse
Tal qual o sol no dia
As chamas que sinto
Como se apenas ao lhe ver
eu logo desfalecesse
De amor, de paixão, de prazer
De loucura, ansiedade,
Saudade
Desejo que você obedeça
E apareça
E me resfrie e me enlouqueça
E que faça num ritmo
que só você é conhecedor
Brotar de dentro de mim
O orvalho cálido do amor

 

Lua cheia... é isso que dá....



Escrito por regomes às 23h40
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"Tia Renata", by Alexandre Júnior

Escrito por regomes às 22h16
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